Emoções ao rubro com “O pássaro da alma” – as minhas perceções

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Ao longo da II sessão do “CATIVAR”, em que li “O pássaro da alma” de Michal Snunit  para os alunos das nove turmas, do 1º ao 4º anos de escolaridade, fui constatando as diversas reações ao tema.

Assim que comecei a ler a primeira página “cresceram” os sorrisos e a atenção foi sendo captada na sua totalidade. Por mais “invisível” que a alma possa ser ela capta a atenção de qualquer um. É um tema que a todos interessa.

As questões iam surgindo ao longo da leitura (assim como algumas interrupções), a sua curiosidade para entender quem era esse pássaro que mora na nossa alma e vai abrindo gavetas que se manifestam em sentimentos ia aumentando num “crescendo”.

Depois da leitura e da observação das imagens (“sem comentários”) falamos sobre as emoções, o que as leva a aparecer, como lidar com elas… E sem querer, o tema e o livro enquadraram-se e ajudaram os alunos a refletir um pouco sobre eles mesmos. As crianças associaram facilmente os seus sentimentos aos momentos que vivenciaram…

Falamos em sentimentos “maus”, e como é claro estes são marcados pelas zangas que têm com os colegas na escola, por situações em que os pais lhes deram um raspanete, ou até por alguma situação relacionada com o seu animal de estimação. Quando “saltamos” para os sentimentos “bons”, positivos que nos levam a sorrir, também foi muito interessante ouvi-los.

“Oh professora, eu tenho uma coisa boa que me aconteceu. Uma vez fui ao hiper (hipermercado) e a minha mãe não me tinha dito que o meu irmão trabalhava lá. Quando ele me viu, veio ter comigo e deu-me um beijinho e eu fiquei muito feliz.” (uma aluna). “Professora, eu também tenho uma história para contar. Quando o meu pai comprou um gatinho eu queria muito brincar com ele, mas ele estava sempre a fugir de mim. O meu pai, explicou-me que eu tinha que ter paciência e não podia estar sempre a agarrá-lo. E foi mesmo verdade. Depois o gatinho começou a vir ter comigo e agora brincamos muito.” (um aluno).
E muitas outras histórias. Em todas elas focou-se as relações como motor para a felicidade ou tristeza. Apenas um aluno disse que nada o fazia feliz na vida. Não soube responder.
Emília Silva – 2014/2015
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