Daniel Goleman (2012) tece duras críticas às prioridades impostas à escola e à, ainda, valorização do QI. Ao atribuir ao QI apenas cerca de vinte por cento dos fatores que determinam o êxito na vida, revela, claramente, que os restantes oitenta por cento se devem a outros fatores que não o QI.
- Goleman aponta para a importância que a infância e a adolescência representam, considerando que são momentos críticos para definir hábitos emocionais que irão guiar-nos ao longo da nossa vida. “As lições emocionais que aprendemos quando crianças, em casa e na escola, moldam os circuitos, tornando-nos mais aptos – ou inaptos – nos aspectos da inteligência emocional” (2012: 21).
- O autor dá à inteligência emocional uma grande importância no curso da vida, e acredita que “fomos demasiado longe na ênfase que damos ao valor e importância do puramente racional – aquilo que o QI mede – na vida humana. Para o melhor e para o pior, a inteligência pode não ter o mínimo valor quando as emoções falam” (2012: 26).
- Daniel Goleman vai mais longe e refere que grande parte dos problemas da educação de hoje é a supervalorização do racional, dizendo que “é aí que reside o problema: a inteligência académica não dá praticamente qualquer espécie de preparação para o tumulto – ou as oportunidades – que as vicissitudes da vida nos trazem” (2012:56).
In:
Goleman, D. (2012). Trabalhar com Inteligência Emocional
Emília Silva – 2014/2015
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