“Dia Mundial da Língua Portuguesa”…uma vivência prazerosa

Dia Mundial da Língua Portuguesa… foi um dia de festa na minha sala de aula. 
Comemoramos com muita leitura, individual e em voz alta, em sintonia com a escrita de textos informativos e criativos próprios de crianças de oito anos.
Os meus alunos usufruíram, mais uma vez, do prazer de descobrir a leitura através dos “fantásticos” livros ganhos no Projeto Já sei ler! ( 2019/2020 – 500€ e 2020/2021 – 300€) que estão bem guardados em três baús coloridos.
  •  “Professora, que cheirinho bom tem os livros!” diz a Júlia.
  • ” Que ilustrações tão bonitas!” diz a Beatriz.
  • ” Já sei ler com segurança! Posso ler para a turma?” diz a Aléxia.
  • ” Que livros tão bonitos…ajudam-nos a pensar, não é Professora?” diz o Bernardo.
  • “Os meus pais vão gostar de saber que já leio com confiança porque já li muitas vezes…” diz o David.

  • ” Professora… a língua portuguesa é muito bonita pois muitas pessoas no mundo sabem falar e ler em português…” diz o Francisco.
Estas são algumas das “pérolas” com as quais os meus alunos me presentearam neste dia tão significativo.

 

 

 

 

 

Nesta minha “viagem” que já conta mais de trinta e três anos, como professora do 1º ciclo do ensino básico, re-conheço que fui sempre uma incentivadora e inspiradora para o gosto pela leitura e escrita da língua portuguesa.

Ler com emoção, escrever com “razão” e correção são os meus propósitos de professora consciente do seu papel de “semeadora” de ideias criativas e de cidadania.
Cativar os alunos a “desbravar” o mundo dos livros e envolver os pais ou outros “mais crescidos” no ato prazeroso de ler (foi e) é o meu desafio diário. Recordo as palavras de João dos Santos ao afirmar que as crianças aprendem a ler desde que abrem os olhos.
      

Uma língua é o lugar donde se vê o mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. Da minha língua vê-se o mar. Na minha língua ouve-se o seu rumor como na de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi em nós a da nossa inquietação. Assim o apelo que vinha dele foi o apelo que ia de nós.

Vergílio Ferreira, «A Voz do Mar», in Espaço do Invisível 5, Lisboa, Bertrand, 1999

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