(Re) Começar…com coragem e…com poesia

Tempo de (re) começar…tempo de coragem para viver com assertividade.
Caros leitores e seguidores de Portugal continental e insular,
neste último ano, a pandemia obrigou-nos a fazer mudanças em todo o processo ensino-aprendizagem e privou-nos dos abraços e da porta da sala aberta para receber os nossos alunos …Na verdade, tendo em conta todas estas alterações, podemos considerar que todos nós, enfrentámos caminhos desafiantes mas de confiança mútua. Rumámos todos no mesmo sentido e, com todo o nosso amor e imaginação, fizemos o longe parecer mais perto…em 2021/2022 iremos, com muita esperança, iniciar uma nova “viagem”, juntos vamos enfrentar os desafios deste mundo em constante mutação e percorrer os seus “trilhos” com o compromisso de “ensinar e aprender” e dar as mãos com generosidade.
Desejo-vos um ano letivo pleno de sucessos profissionais e pessoais, tomo a liberdade de partilhar  dois poemas que me são muito queridos e têm-me acompanhado na minha vida profissional e académica.
O primeiro é da autoria de Fernando Pessoa, reforçando o quão importante é abraçar com a autenticidade e a força da esperança os desafios que nos irão ser colocados a cada dia deste novo percurso que ora retomamos e/ou iniciamos:
“Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.”
Fernando Pessoa
O segundo poema de Miguel Torga…inspira-nos na vida (pessoal e profissional)!🦋
“Sísifo”
“Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.”
Miguel Torga, in Diário XIII, Coimbra 27 de Dezembro de 1977
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