End of second E@D. 12/03/2021

Um ano depois do primeiro confinamento…dois meses depois do segundo confinamento…

Tempo(s) de reflexão:

  •  Desconstruir para (re)construir;
  •  Desaprender para (re)aprender… não é voltar à estaca zero. É simplesmente estar sempre atento/a a uma nova etapa ou um novo desafio.
  • Deveríamos procurar a medida justa entre aquilo que aprendemos (passado,… experiência,…) e aquilo que desejamos (futuro, devir,…) e, desta forma, estaríamos constantemente a (re)fundar a nossa identidade(s): um eu sólido, inquieto, questionador, mas também confiante naquilo que ainda o espera. Não tenho receios; não desses! E acredito e tento concretizar a máxima do grande poeta, Fernando Pessoa – cito de memória:

“Põe quanto és, no mínimo que fazes. Sê inteiro.”

Esta inteireza exige de nós a capacidade de ver o essencial. Basta “descompactar” a pasta de adulto e relembrar o espanto, a curiosidade que um dia cada um de nós já sentiu na infância…

Nostalgia da infância, uma característica de quase todos os pensadores. Eu, apenas penso, acredito e faço por isto: nada quero apagar… tudo cabe nesta existência. Quero simplesmente ter a capacidade de ver o essencial e desaprender, aprender e reaprender aquilo que sou.

Ficou registado na nossa memória cognitiva e emocional, que:

  • Nestes tempos conturbados, os Professores ficaram mais cientes da importância da relação pedagógica para uma Escola que se quer promotora de aprendizagens estruturantes  tanto ao nível cognitivo como socioemocional e da significância do diálogo assertivo e construtivo… a importância do “olho no olho”. Por outro lado, todos os pais tiveram uma oportunidade única para perceber e sentir na pele um pouco do que realmente os Professores fazem e verificar como é exigente o seu papel, tantas vezes menosprezado.
  • É fundamental reinventar o ensino e capacitar os profissionais da educação, alunos e pais para os desafios da abordagem digital pois o ensino digital é uma realidade e veio para ficar.
  • Cabe a nós, adultos,  a responsabilidade de (tentar) fazer o melhor possível. De “mãos dadas”, colaboremos para que as nossas crianças, adolescentes e jovens tenham um processo de desenvolvimento e aprendizagem harmonioso e feliz.

 

Fotografias do trabalho realizado, em grupo, no Conselho de Cooperação Educativa – 12/3/2021 – as “vozes” dos meus alunos de 7/8 anos.

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