“Sebastião da Gama”

Relembrar Sebastião da Gama, nestes tempos de “confinamento” e de mudanças de 180º na educação…

 

«(…) mas eu não sou tão teimoso, nem tão rígido nos meus planos que não os deixe tomar um sentido novo que as circunstâncias provoquem.»

                                                                                                                                 Sebastião da Gama, 1980,p.67

 

 

Sebastião Artur Cardoso da Gama nasceu em Vila Nogueira de Azeitão a 10 de Abril de 1924 e morreu em Lisboa a 7 de Fevereiro de 1952 (vítima de tuberculose óssea e de meningite renal), sem haver completado os 28 anos. Vida tão breve, encheu-a de amor, de poesia e pedagogia. Os primeiros três livros foram de poesia: Serra-Mãe (1945), Cabo da Boa Esperança (1947), Campo Aberto (1951). Obras póstumas: Pelo sonho é que vamos (1953), Diário (1958), Itinerário paralelo (1967), O segredo é amar (1969).

Sebastião da Gama in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-04-18 22:11:47]. Disponível na Internet: 

 

Sugestão de Leitura:

O professor segundo o “Diário” de Sebastião da Gama, artigo do Professor Doutor José H. Barros-Oliveira, Imprensa da Universidade de Coimbra

https://digitalis-dsp.uc.pt/bitstream/10316.2/5573/7/11_O%20professor%20segundo%20o%20Di%C3%A1rio%20….pdf?ln=pt-pt

 

Mais duas sugestões: 

  1.  “Pelo sonho é que vamos”

 

Pelo sonho é que vamos,

Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria,
Ao que desconhecemos
E ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.

 

 

 

2. Ver, ouvir com prazer a voz de Maria Barroso os poemas do seu colega e amigo Sebastião da Gama:

https://www.youtube.com/watch?v=8ZEHtt_5Ja4

 

– Apontamento

– Versos para eu dizer de joelhos

– Elegia para uma gaivota

 

 

 

                                                                                                                                                      (Aurélio Mesquita)
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2 Comentários
  • victorino costa
    Abril 19, 2020

    Sempre fui um apaixonado do ‘Diário’, fazendo dele muitas vezes ponte para as minhas aulas. Nós os portugueses temos um feitio que é valorizar supinamente o que não é nosso e ignorar o que temos em casa, ou então fazer homenagens póstumas….Por isso acho importante este artigo sobre esse grande professor e pedagogo.
    Parabéns pela ideia.
    VC

    • Emília Silva
      Junho 1, 2020

      Bom dia! Agradeço as suas palavras. Faço os possíveis para valorizar o que é “nosso”.

      Grata.

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