“A maior flor do mundo”

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Três anos após receber o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago publica o conto “A Maior Flor do Mundo”, ilustrado por João Caetano, que narra a aventura ecológica e altruísta de um jovem herói que não mediu esforços para salvar uma flor que estava a morrer. Foi esta a história que escolhi para trabalhar com os alunos do 4º ano da EB de Barreiros.

Ver : https://www.youtube.com/watch?v=YUJ7cDSuS1U

A maior flor do mundo é uma magnífica história para crianças, mas, antes de tudo, é um legítimo Saramago. Transformando-se em personagem, o autor nos conta que uma vez teve uma ideia para um livro infantil, inventou uma história sobre um menino que faz nascer a maior flor do mundo. Não se julgava capaz de escrever para crianças, mas chegou a imaginar que, se tivesse as qualidades necessárias para colocar a ideia no papel, ela resultaria verdadeiramente extraordinária: “seria a mais linda de todas as que se escreveram desde o tempo dos contos de fadas e princesas encantadas…”. É dessa fantasia de grandiosidade ade que nasce o livro. Os leitores são chamados para uma divertida brincadeira, pois Saramago narra-lhes a história do menino e da flor não como se ela fosse a história de verdade, mas como se fosse apenas o esboço do que ele teria contado se tivesse o poder de fazer o impossível: escrever a melhor história de todos os tempos. Entrando no jogo com o autor, os pequenos leitores vão saber que ninguém nunca teve nem terá esse poder.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         Vão saber também que a literatura é o lugar do impossível: o menino desta história faz uma simples flor dar sombra como se fosse um carvalho. Depois, quando ele “passava pelas ruas, as pessoas diziam que ele saíra da aldeia para ir fazer uma coisa que era muito maior do que o seu tamanho e do que todos os tamanhos”.

Como nos velhos livros de literatura infantil, Saramago conclui: “E é essa a moral da história”.

                       

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