Another weekend…a caminho da 4ª semana E@D: “Confi(n)ar versus addict”

Os meus seguidores questionaram-me sobre a minha falta de postagens na semana que passou…e a cada um deles respondi-lhe que sinto-me extenuada apesar da minha paixão pela profissão…mas está a ser demais… a profissão que adoro invadiu o meu espaço pessoal…sinto-me uma addict, com sérias consequências na minha sanidade mental e na voz, o meu instrumento de trabalho.
Ainda me lembro  com nitidez dos  first years  1987/1988 – (o inicio da LBSE –  Lei 46/86 de 14 de outubro) o que me esperava quando entrava na sala de aula:
– Havia paus de giz, às vezes coloridos, e quadros pretos;
– Havia uma espécie de mapas com temas das diferentes áreas científicas que se desenrolavam e penduravam;
– Às vezes, havia um episcópio;
– Havia um projetor de slides e diaporamas (uns de compra, outros pessoais);
– Havia retroprojetores (nem sempre um por sala) e acetatos;
– Havia testes feitos em stencil e em gelatinógrafo;
– Havia manuais sem ruído visual;
– Depois, as fichas e os testes, já se faziam na máquina de escrever (quanto tempo a dedilhar…) e lá iam à máquina de stencil (com sorte podiam ser usados no ano seguinte);
–  Recordo as extensas planificações do meu estágio que foram o “alavancar” da elaboração de planificações mais concisas;
 – Recordo os anos da Reforma Curricular (1990), a Gestão Flexível dos Currículos de 1998 a 2001, o Regime de Autonomia, Administração e Gestão das Escolas (1998) até à Reorganização Curricular do Ensino Básico (Dec.Lei nº6/2001)… planos de trabalho da turma ou projetos curriculares de turma;
– Havia pautas preenchidas à mão;
– Havia uma caderneta de turma com uma página por aluno que tinha espaço para todas as informações do ano letivo (…)
Depois chegaram, de mãos dadas, a pedagogia & tecnologia…
E passou a haver:
– Um dossiê por disciplina com objetivos, metas, currículo, planificação semanal, mensal e trimestral;
– Fichas e testes fotocopiados;
– Algumas salas com computador e projetor;
– Programas de registo de avaliação, assiduidade e comportamento;
– Reuniões gerais, de departamento, de grupo disciplinar, de conselho pedagógico, de conselho geral, de conselho de turma,…
– Um computador e um projetor por sala;
– Salas com quadro interativo;
– Ecrãs com informação disponível à distância de um clique que não aumentam o conhecimento nem a sabedoria.
Em resumo, eu (nós), professora (es), born to be brave , no séc. XX  como “imigrante digital” versus “nativo digital”, passei (amos) do pau de giz à aula digital, no séc. XXI, invento (amos) estratégias e estudo (amos) versão após versão das Classroom da vida, para não perdermos a esperança de que fazemos a diferença na vida deles.
Em jeito de conclusão e de justificação por estes desabafos e dissertações, vou buscar ao meu “baú  de memórias” uma das “falas” de Paulo Freire
Sugestão de leitura:
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