Luis Sepúlveda, um escritor “cativante”

Ė preciso fazer um esforço para inspirar de novo.Ficamos mais pobres, com esta significativa perda. Ele continuará presente, em muitas das nossas estantes, e que iremos deixar às gerações vindouras. Obrigada Luis Sepúlveda.

 

Apresento-vos dois livros que me cativaram: 

 

  1. Foi com a maravilhosa “História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar” que me apaixonei pela escrita de Luís de Sepúlveda…em todas as turmas que lecionei a li com ênfase, transmitindo assim o gosto pela leitura e pelos valores que valem a pena interiorizar…uma grande perda esta que deixa a humanidade mais pobre!

 

SINOPSE

“Esta é a história de Zorbas, uma gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr.

Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que a fazer de pais de uma cria de gaivota…”

Com a graça de uma fábula e a força de uma parábola, Luis Sepúlveda oferece-nos neste seu livro já clássico uma mensagem de esperança de altíssimo valor literário e poético.

 

 

 

 

 

 

2. ” História de um caracol que descobriu a importância da lentidão”

Foi a primeira fábula que li de Luis Sepúlveda, fiquei fascinada pela forma como é narrada a história e também pelas ilustrações espetaculares. Livrinho pequeno que se lê “enquanto o diabo esfrega um olho”. e que também podemos ler para as crianças, um pouquinho em cada dia para as não cansar e também para as habituar a ler livros um pouquinho maiores. Faço-o com os meus alunos de 8/9 anos.

Parecendo um conto para crianças, é um conto que nos faz pensar o porquê de as coisas serem com são e não de outra forma. O caracol que ousou saber o porquê de ser tão lento e porquê que não tinha nome, é mandado embora do espaço que compartilha com os outros caracóis por estar a ser chato ao levantar tantas questões.

Na sua lenta, muito lenta caminhada em buscas das respostas, encontra uma tartaruga que o que lhe dá o nome de “Rebelde” e o ajuda a ver o que os “humanos” andam a fazer, que irá destruir o seu pequeno espaço dentro do prado e também o habitat de outros animais.

É uma fábula maravilhosa que nos mostra a coragem, o amor e a entre-ajuda que existe entre todos os seres vivos.

 

SINOPSE

Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para apoio a projetos relacionados com a Educação para a Cidadania nos 3º, 4º, 5º e 6º anos de escolaridade.

“Os caracóis que vivem no prado chamado País do Dente-de-Leão, sob a frondosa planta do calicanto, estão habituados a um estilo de vida pachorrento e silencioso, escondidos do olhar ávido dos outros animais, e a chamar uns aos outros simplesmente «caracol». Um deles, no entanto, acha injusto não ter um nome e fica especialmente interessado em conhecer os motivos da lentidão. Por isso, e apesar da reprovação dos outros caracóis, embarca numa viagem que o vai levar ao encontro de uma coruja melancólica e de uma tartaruga sábia, que o guiam na compreensão do valor da memória e da verdadeira natureza da coragem, e o ajudam a orientar os seus companheiros numa aventura ousada rumo à liberdade.”

 

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