As minhas “dores” no(s) momento(s) de avaliação…

Depois de mais três décadas de trabalho na Escola, ainda continuo a sentir uma “dorzinha na barriga” cada vez que analiso e avalio o trabalho escrito de cada um dos meus alunos, sabendo das suas “outras”competências tão ou mais importantes do que os seus registos escritos.

Para mim, é na “relação professor-aluno” que se define uma “escola apredente e empreendedora”; sendo esta uma das minhas principais preocupações na minha vida de docente  .

Nas práticas educativas, o que se observa é que, por não se dar a devida atenção à temática em questão, muitas ações desenvolvidas no ambiente escolar acabam por fracassar. Daí a importância de estabelecer uma reflexão aprofundada sobre esse assunto, considerando a relevância de todos os aspectos que caracterizam a escola.

Sei muito bem que o professor deverá compreender  e assumir a dimensão do diálogo como postura necessária e imprescindível nas suas aulas, conquistando os alunos e tornando-os mais curiosos e mobilizados para transformarem a realidade. Quando o professor atua nesta perspectiva, ele não é visto como um mero transmissor de conhecimentos, mas como um mediador, alguém capaz de articular as experiências dos alunos com o mundo, levando-os a refletir sobre a sua aprendizagem/aprendizagens, assumindo um papel mais humanizador na sua prática docente.

Sendo um conjunto de tarefas pedagógicas difíceis de levar a “bom porto” por falta de tempo para refletir individual e coletivamente; contudo, urge organizar uma prática escolar, considerando esses pressupostos, é sem dúvida, conceber o aluno um sujeito em constante construção e transformação que, a partir das interações, tornar-se-á capaz de agir e intervir no mundo, conferindo novos significados para a história dos homens.

 

O que estou a ler:

(Visited 26 times, 1 visits today)

Sem comentários ainda.

Deixar um Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *