Cinco formas de “cultivar” a felicidade nas escolas

Nas pesquisas que fiz, deparei-me com um artigo interessante da Porvir; no qual remetia para Elena Aguilar, especialista norte-americana em educação, sugestões “simples e práticas” para estimular os professores a cultivarem a felicidade nas escolas.

Numa entrevista do portal Edutopia, Elena Aguilar, que tem experiência como docente nas escolas da Califórnia, refere cinco ideias sobre  esta temática.

” 1. A ordem é desacelerar
Há uma correlação direta entre os níveis de satisfação física e psicológica e o ritmo em que as pessoas vivem suas respectivas vidas. Assim, quando os indivíduos desaceleram um pouco a velocidade em que executam as atividades rotineiras, eles conseguem desenvolvê-las de forma mais cuidadosa. No universo escolar não é diferente. Dessa forma, tanto alunos como professores podem se beneficiar desse “abrandamento” para que dessa maneira ambos possam melhor lidar com suas relações interpessoais, com seus objetivos de vida e também nos processos de aprendizagem.

Na prática, os docentes, por exemplo, podem estimular esse ambiente menos acelerado do mundo contemporâneo propondo atividades que estimulem uma maior integração com e entre os alunos, além de sugerir momentos de relaxamento e descontração. Para tanto, o professor pode dedicar um tempo extra para uma conversa aberta entre os estudantes durante parte da aula ou propor um jogo lúdico para os alunos que recém ingressam às salas depois do recreio.

 

2. Vá lá para fora


Estar do lado de fora da sala durante a aula, mesmo que por apenas alguns minutos, pode aumentar o estado de bem-estar dos alunos. As pessoas quando respiram ar puro e entram em contato com o calor do sol, o cheiro do vento, a umidade da chuva acabam se conectando mais com o mundo natural
.

Se o clima estiver agradável, por que não propor uma aula ao ar livre? Caso contrário, se o ambiente externo estiver muito frio ou quente, é possível que uma caminhada rápida e silenciosa pelo pátio da escola, por exemplo, possa estimular momentos de satisfação.

Atividades extraclasse e excursões também são válidas. Nessas situações, torna-se mais fácil conversar, aproximar-se dos alunos e aprender mais com eles durante essas saídas.

3. “Aperta o play” – Deixar a música fluir em contexto de sala de aula


O efeito da música pode ter o poder de fazer as pessoas (incluindo os alunos) de se sentirem mais felizes. Isso porqu

e, o efeito do relaxamento produzido pela audição de uma canção, por exemplo, pode estimular o melhor funcionamento da pressão arterial, diminuindo assim a ansiedade e tendo repercussões até no sistema imunológico dos indivíduos. Sendo assim, deixar uma música sendo tocada enquanto os alunos chegam à sala logo no início das aulas pode ser uma alternativa para que o professor consiga criar uma atmosfera acolhedora e positiva entre o grupo.

4. Sorria mais


Mesmo que você não seja uma pessoa sorridente , tente sorrir com mais frequência. “Caso encontre dificuldades em produzir um sorriso mais genuíno, tente, ao menos, fingir um sorriso mais autêntico”, sugere Aguilar. Segundo ela, até o mais “fake” dos sorrisos tem o poder de inspirar um melhor estado de espírito no ambiente em que ele é produzido.

5. Está na hora de meditar

De acordo com Aguilar, já há uma “abundância de evidências” sobre como a meditação pode estimular sentimentos de calma e bem-estar entre os praticantes. As escolas podem buscar incorporar a meditação dentro do ambiente educacional. “A ideia é propor que tal prática possa ser incorporada na rotina de professores e estudantes. Tudo isso para estimular ainda mais a criação de um ambiente mais tranquilo propício à aprendizagem e ao bem-estar na rotina diária dos praticantes.”

 

 

Cf:

http://porvir.org/5-formas-de-cultivar-felicidade-nas-escolas/20140106/

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